Jesus Cristo ressuscitado está no meio de nós. Ele nos convoca a participar da sua Páscoa, a fim de que seja também a nossa Páscoa. Continuamos a celebrar a presença viva do Ressuscitado, na palavra e no pão da eucaristia.
Oito dias depois, o Ressuscitado torna-se presente para nos dar a paz e nos encher de alegria. Celebramos o Segundo Domingo de Páscoa, também designado da Divina Misericórdia. Avivamos a fé na presença do Senhor, hoje e para sempre.
«O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia. Glória e louvor a Cristo para sempre. Aleluia». A morte foi vencida. Nós também participamos da vida ressuscitada, através do Batismo e da Eucaristia. Cristo vive! Ele é a nossa Páscoa!
O Filho de Deus entra em Jerusalém como rei, para terminar como delinquente numa cruz. Contemplemos o caminho percorrido por Jesus Cristo, por fidelidade ao amor. Agradeçamos-lhe a sua entrega. Porque a sua cruz é a nossa vida.
Deus toma a iniciativa de fazer uma nova aliança com o povo. Esta nova e eterna aliança é um pacto de amor, para nos convidar a viver profundamente o amor, na relação com Deus, connosco, com os outros e toda a criação.
Em tempo quaresmal, este é o domingo da alegria, pela proximidade das festas pascais, alegria porque a história é abraçada pelo amor misericordioso de Deus. Somos envolvidos pelo amor divino, para podermos abraçar toda a nossa existência.
Deixemo-nos levar, por Jesus Cristo, ao centro do nosso ser, aquele lugar que mais nos aproxima de Deus. Para, depois, nos trazer de volta, à nossa rotina diária, cheios de confiança, preparados para curar as feridas do pecado.
Estamos a caminho da Páscoa. Deus oferece-nos este tempo de purificação espiritual, nova oportunidade de cura, para chegarmos renovados à celebração pascal. Olhemos para dentro de nós, façamos o diagnóstico daquilo que habita o nosso coração.
A cura e a salvação estão no centro deste dia, o Sexto Domingo (Ano B). Deus quer curar-nos do pecado. As feridas do pecado são como uma lepra que nos isola de tudo e de todos. «Se quiseres, podes purificar-me»: seja esta a nossa oração.