Uma voz grita no deserto, desperta a nossa atenção, sacode a indiferença, desafia-nos a levar a sério este tempo de Advento. É o anúncio da vinda do Messias, o Filho de Deus. Estamos dispostos a acolhê-lo com todo o nosso ser?
Um novo começo. Jesus Cristo convida-nos a estar vigilantes, bem preparados para a chegada do «senhor da casa». É Advento, tempo para abrir os nossos olhos e os ouvidos, as mãos e o coração, a fim de acolher o Salvador.
Chegamos ao último domingo do ano litúrgico, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Ele é nosso companheiro de jornada, torna-se presente e visível no rosto do outro, a quem podemos amar e servir.
Aproxima-se o final do ano litúrgico, tempo propício para uma reflexão mais profunda sobre o nosso crescimento como discípulos de Jesus Cristo, sobre o que temos feito com os talentos que nos foram confiados por Deus.
Jesus Cristo, nosso único Mestre, volta a ser claro e conciso: ninguém é superior ao outro, todos somos irmãos, todos somos chamados ao serviço fraterno, todos juntos podemos caminhar em direção a um futuro mais humano.
A relação com Deus e a relação com os outros implicam-se mutuamente. O amor a Deus conduz ao amor ao próximo, como o amor aos outros também nos conduz a Deus. Desta fonte de amor são irrigados o coração, a alma e o nosso entendimento.
Cada um de nós é como uma moeda de ouro que contém gravada a imagem de Deus e a inscrição de que somos amados. Perante a tentação de nos deixarmos dominar por algo ou alguém, recordemos que apenas somos pertença de Deus.
O banquete é imagem da relação de Deus com os seres humanos. Todos somos convidados! Deus quer viver em festa connosco. Ele toma a iniciativa de convidar e espera a nossa resposta. Estamos prontos para participar na boda?
Deus ama-nos sempre; em contrapartida, nós nem sempre respondemos do mesmo modo. Ele cuida de nós com carinho, quer-nos sempre junto dele, sem pôr em causa a nossa liberdade e responsabilidade.