Entre o suspiro de um ano que se despede e a promessa de um novo amanhecer, somos convidados a um silêncio reflexivo misturado com o desejo de traçar novos caminhos.
Natal é a celebração do amor e da incarnação de Deus, é a celebração da luz e da esperança. Deixemo-nos abraçar por tão grande acontecimento, a presença divina na carne humana, para que seja o Deus connosco a iluminar a nossa vida.
A imagem visual deste episódio detém-se numa estrela especial que orienta o caminho. Para nós, não é a estrela que determina a condição do Menino. Ele mesmo é a Estrela da Humanidade. Ele é o Caminho, o único que conduz ao sentido da vida, ao encontro da nossa identidade e missão.
A Epifania celebra o esplendor da Luz do Natal. Desponta a aurora de um novo dia que ilumina todos os povos e nações. A imagem visual desta Boa Notícia começa numa estrela especial que orienta o caminho: «Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Adoremos o nosso Salvador!
O primeiro olhar pode ser o início de um grande amor. Onde há amor, há um olhar! Sem dúvida que o modo como olhamos condiciona os pensamentos, influencia a qualidade da nossa vida. O Natal é a festa do humano. Do humano, mas a partir do olhar de Deus. Deus olha a partir daqueles que nos parecem menos humanos, aqueles e aquelas a quem tantas vezes excluímos da festa da humanidade.
A missão de Jesus Cristo ilumina e renova a nossa missão. Há um intercâmbio: «Deus fez-se homem para que o homem se faça Deus. Cristo nasce para que eu nasça. O nascimento de Jesus requer o meu nascimento, que eu nasça diferente e novo, que eu nasça com o Espírito de Deus dentro de mim».
É Natal! Celebramos a concretização de todas as promessas. Celebramos o Deus que se faz carne humana para ficar sempre connosco. Celebramos a revelação divina a todos os povos, a começar pelos mais simples e marginalizados. Deus quer viver entre nós e contagia-nos com o seu amor.
A noite de Natal une o humano com o divino, une o divino com o humano. Numa só pessoa. Ao unir o divino com o humano, une-nos uns aos outros. Ao fazer-se carne, Deus diz-nos que a nossa condição humana é dom maravilhoso. Deus revela o rosto oculto do seu ser: graça, amor, misericórdia, comunhão.
Advento, tempo de profecia e de esperança: anúncio do Salvador. Nada nem ninguém, mesmo a fragilidade e o pecado, nos pode retirar a fonte da esperança. A profecia chega à plenitude com a vinda do Salvador. Jesus Cristo oferece-nos o complemento da esperança: «digo-o a todos: Vigiai!».