
Festa da missão e da alegria
25 de Maio de 2021
Construção de uma inocência
1 de Junho de 2021Somos chamados a ‘recomeçar’ habitados e conduzidos pelo Espírito de Deus. A vida cristã é a via do ardor e da contemplação: inflamado pelo amor divino no coração, o cristão contempla-o no concreto do seu dia a dia, nas suas tarefas quotidianas.
TEMPO COMUM
Após o Tempo da Páscoa, a Igreja convida-nos a celebrar as Solenidades da Santíssima Trindade e do Corpo e Sangue de Cristo (Corpo de Deus), para assinalar o início da segunda parte do Tempo Comum.
As duas celebrações fazem a ponte entre um e outro: em relação à Páscoa, são uma espécie de ‘prolongamento’ da dinâmica inaugurada com o acontecimento pascal; em relação ao Tempo Comum, surgem como ‘pórtico de entrada’ deste que também se pode apresentar como tempo do Espírito Santo ou tempo da Igreja.
Ressuscitado, fonte de esperança para todos os seres humanos, Jesus Cristo dá-nos o Espírito Santo, dom que nos introduz no mistério do Pai, no amor da Santíssima Trindade.
Cada um de nós, os batizados, e toda a comunidade paroquial, expressão visível da Igreja, estamos mergulhados nesse mistério divino: desde Deus somos; desde Deus vivemos.
Em nós, o mistério de Deus ou queima ou se torna cinza. Na verdade, uma vida conseguida, vida feliz, só pode ser vivida com ardor, a partir daquilo que ‘queima’ o coração.
Com frequência, estamos tão aplicados nas tarefas quotidianas que se rompe a artéria do espanto... e caímos naquilo a que, em sentido pejorativo, chamamos de rotina.
Somos chamados a ‘recomeçar’ habitados e conduzidos pelo Espírito de Deus. A vida cristã é a via do ardor e da contemplação: inflamado pelo amor divino no coração, o cristão contempla-o no concreto do seu dia a dia, nas suas tarefas quotidianas. Não só fazemos coisas, como também as saboreamos como ‘coisas’ de Deus.
O viver do cristão é, portanto, um viver segundo o Espírito Santo e, como dizia Santo Inácio de Antioquia, um «viver segundo o domingo», a perene evocação do acontecimento pascal, ou seja, da Páscoa ao Pentecostes.
A celebração eucarística do domingo é sempre a festa do envio do cristão ao mundo: «de segunda-feira até sábado é o tempo do testemunho, é o tempo de um dia a dia melhor, porque na celebração dominical o crente é inspirado e penetrado pela graça da memória do Senhor Ressuscitado. É o tempo de dar um sentido novo a tudo o que se vive» (Mario Chesi).




