
Da esperança à alegria
3 de Janeiro de 2020
Por outro caminho
4 de Janeiro de 2020EPIFANIA
O nascimento de Jesus não é só uma boa notícia e uma grande alegria para o povo judeu. É também para todos os povos, para os que, em todos os tempos, reconhecem a presença e Deus e o acolhem nos seus corações. Por isso se chama «Epifania», quer dizer, manifestação de Deus a toda a gente, aqui representada pelos Magos.
A mesma herança
A Carta aos Efésios explicita o sentido da festa da Epifania: «os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho».
O Natal está a chegar!
O desejo e a esperança que iniciaram esta ‘série’ atingem hoje a plenitude. Hoje, os Magos confirmam a máxima de Teilhard de Chardin ao dizer que os cristãos têm a missão de manter viva, na terra, a chama do desejo. Quando não deixamos apagar essa chama, o desejo transforma-se em ‘grande alegria’.
A seguir, contemplamos o «sinal de esperança segura e de consolação» que brilha em Maria ao aderir com assombro e esperança à novidade do plano de Deus.
Aprendemos a beleza da espera paciente ativa que nos ensina a arte de não desistir nem se precipitar. É a força que vence a lamentação e faz pensar em algo positivo e encorajador. Agora, percebemos nos Magos que essa é a atitude que nos põe a caminho: sem perder o norte que nos guia, saber como agir, ter firmeza nas decisões.
Entretanto, antevendo já a chegada do Natal, «recebemos a graça e a missão»: a graça de acolher Jesus Cristo e a missão de anunciar a sua presença entre nós.
Da esperança à alegria
A ‘ditosa esperança’ do Natal completa-se com a ‘grande alegria’. A alegria de quem reconhece que valeu a pena ter iniciado o caminho. A alegria daqueles que confiam na renovação, de que é possível nascer de novo. A alegria dos que, porventura cansados, alcançam a meta. Quem tem esperança diz: «Ainda não cheguei, mas hei de lá chegar». A Epifania confirma a vitória sobre os desesperados e os presunçosos.
Testemunhas
A Epifania, ou se quisermos os Reis Magos da tradição popular, não é um conto infantil. Os Magos são buscadores que se tornam testemunhas. «Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo […]. À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. […] E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios».
A 25 de dezembro celebramos o Deus que vem ao nosso encontro. Hoje, celebramos esse encontro, na perspetiva de tantos homens e mulheres que andam à procura e encontram Deus, para se tornarem portadores e testemunhas da ‘grande alegria’ desse encontro.
Ao chegar ao Natal, com a festa da Epifania, «somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia» (cf. Carta Apostólica sobre o significado e valor do Presépio).
Como testemunhas a alegria do Evangelho?




