
Fazer tudo por amor a Deus
6 de Junho de 2026Com o arranque do Campeonato do Mundo de Futebol, milhões de corações preparam-se para bater ao ritmo de uma bola. Num contexto marcado pelo individualismo e pela confrontação, o Papa convida-nos a olhar para o desporto como uma verdadeira escola de respeito e de paz.
DESPORTO
Em breve, o mundo vai parar e concentrar as atenções nos relvados do México, do Canadá e dos Estados Unidos. Com o arranque do Campeonato do Mundo de Futebol, milhões de corações batem ao ritmo de uma bola, no desejo de que a sua Seleção preferida seja a vencedora. Num contexto marcado pelo individualismo e pela confrontação, o Papa faz-nos um apelo a rezar e a agir «para que o desporto seja um instrumento de paz, encontro e diálogo entre culturas e nações, promovendo valores como o respeito, a solidariedade e a superação pessoal».
O desporto faz bem: toca todas as dimensões do ser humano, das neurobiológicas às espirituais, das físicas às afetivas. No entanto, os modelos competitivos que hoje dominam nem sempre promovem o respeito e a fraternidade. Como cristãos, somos chamados a olhar para o desporto como a prática da dignidade humana convertida em veículo de comunhão. Afinal, tal como o futebol, a vida não se joga a sós.
Na homilia do Jubileu do Desporto, Leão XIV lembrou uma imagem ousada e profunda, inspirada nos Padres da Igreja: a de um Deus que se alegra e se diverte com as suas criaturas. Toda a boa atividade humana traz em si um reflexo de Deus, e o desporto está entre elas.
O pontífice aponta três orientações que servem de tática para o nosso quotidiano: o antídoto contra a solidão (a colaboração e o caminhar juntos); a vitória sobre o virtual (o sentido do corpo e do real); a sabedoria da fragilidade (a arte de acolher a derrota e os limites).
Em fevereiro, na carta sobre o valor do desporto, A vida em abundância, o Papa concluiu que «pode tornar-se verdadeiramente uma escola de vida, onde se aprende que a abundância não nasce da vitória a qualquer custo, mas da partilha, do respeito e da alegria de caminhar juntos».
Durante o Mundial de Futebol (e sempre) não te esqueças de aplicar as regras do jogo, na família, no trabalho, na Igreja e na sociedade. Isto consiste em aproximarmo-nos de quem pensa diferente, escutar com paciência antes de discutir, aceitar com humildade não ter sempre razão, saber jogar em equipa no grande relvado da vida. Estás preparado/a para este campeonato?




