Reflexões,

Nova cultura paroquial

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Em Ano Missionário, este é um ideal que nos compete promover no seio das comunidades cristãs: a fraternidade. A maioria (todas?) das referências sobre a transformação paroquial, no contexto da «renovação inadiável», destacam o primado da fraternidade.

FRATERNIDADE

Um grupo de jovens deixa a sua terra, um lugar onde há quase tudo, e vai para uma região onde falta quase tudo. Designa-se projeto de voluntariado (missionário).

As chamadas férias de verão, no contexto escolar, permitem a concretização de várias iniciativas missionárias, nas quais se experiencia esse que é um dos valores essenciais da fé cristã: a fraternidade.

Um desses exemplos designa-se «Missão Amar(es)», ação missionária nascido há quatro anos na Escola Secundária de Amares, por iniciativa de Bernardino Silva, professor de Educação e Moral Religiosa Católica, com o apoio de diversas instituições e empresas locais. A «beleza» dessa missão está na «formação integral do ser humano». Dizem os seus mentores: «um grande aluno não é só aquele que tira boas notas, um bom aluno é um aluno completo, polivalente e que consegue ser um cidadão do mundo atual, que faz voluntariado» (Diário do Minho de 24 de julho de 2019).

Importa que iniciativas similares tenham eco também no ambiente quotidiano. Em Ano Missionário, este é um ideal que nos compete promover no seio das comunidades cristãs: a fraternidade. A maioria (todas?) das referências sobre a transformação paroquial, no contexto da «renovação inadiável», destacam o primado da fraternidade.

Há que fazer deste ideal do amor fraterno, não uma bela iniciativa esporádica, mas uma constante, quando se constata «uma crise da fraternidade muito comprovada», segundo a opinião do monge italiano Enzo Bianchi.

Inspirados na declaração assinada em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) pelo Papa Francisco e pelo grande imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, propomos à comunidade em «renovação inadiável»: «adotar a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério». 

A prioridade, no pensamento do fundador da comunidade de Bose, é fazer da fraternidade uma urgência, «que determinará também o futuro da vida eclesial e do seu colocar-se na companhia dos seres humanos». A paróquia é chamada a «ser fraternidade, não por que esta seja uma sua imagem metafórica, mas porque é o seu nome próprio, a sua essência: a Igreja, ou é uma fraternidade, ou não é Igreja de Cristo!».