Reflexões breves

9 de março de 2021

Deus tem preferências?

Não podemos ignorar que a Bíblia usa a linguagem de uma determinada cultura humana, dentro de um tempo histórico concreto. É essencial, na leitura bíblica, ter presente as ‘linhas de fundo’ que urdem os vários episódios numa única peça. O cristão lê cada relato acompanhado por essas ‘linhas’, sendo que, para nós, se trata do Deus revelado em Jesus Cristo.
6 de março de 2021

Deus não se cansa de perdoar

As feridas profundas que marcam esta mudança de época precisam que façamos deste o tempo da misericórdia: as doenças sociais causadas pela pobreza e pela exclusão social, bem como todas as formas de escravidão; o relativismo; a perda do sentido do pecado; o considerar o mal e o pecado como incuráveis, algo que não pode ser curado e perdoado. Precisamos, portanto, da «experiência concreta da misericórdia».
2 de março de 2021

A outra da fé

A penitência e a conversão só podem ser bem entendidas em sintonia com a fé. Ora, se a fé é voltar-se, sem reservas, para Deus, isso implica o abandono de outros modelos e projetos existenciais, a renúncia a outras maneiras de orientar o caminho da vida; por exemplo: o abandono do poder e do prazer, quando tomados como fundamentos essenciais da existência humana.
27 de fevereiro de 2021

Pai na obediência

Em quatro sonhos, considerados, na Bíblia, um dos meios usados por Deus para dar a conhecer os seus planos e a sua vontade, ficamos a conhecer essa ‘puríssima’ obediência de José. «Em todas as circunstâncias da sua vida, José soube pronunciar o seu ‘fiat’, como Maria na Anunciação e Jesus no Getsémani». Assim nos inspire também a nós a seguir o mesmo caminho!
23 de fevereiro de 2021

Proximidade como resistência

A proximidade não se mede em metros ou centímetros, nem se opõe a distância; avizinha-nos da ‘casa’, ajuda-nos a reabilitar a mesa e o pão como ‘lugar’ de compreensão do ser e da vida. Então, o que é que nos sugere este ensaio de uma filosofia da proximidade? O autor organiza a reflexão em três ‘momentos’: O prato na mesa; Cultivar o jardim; O suor subatómico da água.
20 de fevereiro de 2021

‘Pó’ chamado à eternidade

Talvez tenhamos de aprender a interpretar a Quaresma em chave de Aliança, o mesmo é dizer, em perspetiva de vida. Até o ‘pó’ das cinzas é chamado a renascer, não a desaparecer! Somos ‘pó’ chamado à eternidade, cinzas cheias de espírito e de amor, Espírito e Amor que é Deus.
16 de fevereiro de 2021

A chama do amor

Quarta-feira de Cinzas marca o início da Quaresma; ou melhor, começa o grande Tempo de Páscoa: quarenta dias de preparação para a Páscoa; e, depois, cinquenta dias de celebração da Ressurreição do Senhor e da presença salvadora do seu Espírito. É o tempo forte da comunidade cristã.
13 de fevereiro de 2021

Amigos fortes de Deus

Santa Teresa de Jesus dizia que quando há tempos ‘difíceis’, são necessários «amigos fortes de Deus». Quatro pistas, bem apropriadas para este tempo quaresmal, que nos podem tornar mais ‘fortes’ e mais ‘amigos’ de Deus: reconhecer as fragilidades; saborear a beleza da palavra de Deus; abrir-nos à misericórdia divina; viver mergulhados na alegria do amor.
9 de fevereiro de 2021

Proximidade como bálsamo

Como bons samaritanos, somos chamados a viver a proximidade, a nível pessoal e comunitária, como «bálsamo precioso, que dá apoio e consolação a quem sofre na doença». Em modo operativo, deixamos cinco pistas que podem impulsionar as comunidades paroquiais a ir ao encontro das pessoas doentes.