Reflexões breves

21 de janeiro de 2020

Firmeza compreensiva

A fé refere-se ao não evidente e, portanto, não se pode impor, o que não significa que não seja segura. O cego que vai bem acompanhado não vê, mas caminha seguro; confia em não tropeçar pelo caminho e em alcançar a meta. Isso é o que acontece ao crente: muitas vezes, avança por caminhos pouco claros, mas reconhece-se guiado pela Palavra de Deus acolhida na fé e, assim, caminha com firmeza «como se visse o invisível».
18 de janeiro de 2020

Benevolência fora do comum

O acolhimento é uma virtude essencial no caminho da unidade. É outrossim um passo específico da renovação pastoral e paroquial. Começa dentro da comunidade cristã. Alarga-se a todas as pessoas. É a oração em ação, no servir e acolher a todos, sem fazer aceção de pessoas.
14 de janeiro de 2020

A lâmpada não se tinha apagado

O Senhor continua a alimentar a luz da sua presença, junto de nós. Pode ser ténue, é verdade, mas nesses momentos em que parece não se fazer ouvir ou estar ausente, talvez seja preciso abrir os olhos para perceber a «lâmpada» de Deus. E se te colocasses do lado de Deus, a tentar perceber a sua maneira de agir, de chamar, de estar presente, de se aproximar, de te acompanhar?
11 de janeiro de 2020

Tirar o pecado do mundo

O batismo no rio Jordão é uma epifania, uma manifestação do ser divino que se faz solidário com o ser humano. Uma solidariedade profunda com a carne humana, não uma carne ideal, mas a carne humana real, que tem em si a marca do pecado. O episódio assinala que Jesus Cristo assume o batismo de penitência para o perdão dos pecados.
7 de janeiro de 2020

Apontar a eternidade

A experiência do amor pode ser tão profunda até amar a existência do outro para além da morte. Isto leva-nos à essência verdadeira do amor humano, feito à imagem do Amor que é Deus: amo-te, amo-te a ti, porque eu sou assim. E por isso ser-te-ei fiel para além da morte. Só assim é que o amor aponta para a eternidade.
4 de janeiro de 2020

Por outro caminho

O Natal completa-se com a chegada a Belém de uns personagens misteriosos que trazem ouro, incenso e mirra: são os ‘Reis’ Magos. Um rei há que ser procurado no palácio da capital, ou seja, a casa de Herodes, em Jerusalém. Enganaram-se. Este Rei dos reis só será encontrado entre os pobres, na ‘menor’ cidade judaica.
31 de dezembro de 2019

A novidade está na bondade

‘Próspero Ano Novo’ chega quando acreditamos na potência da bondade. Quem crê no novo que brota da bondade, sabe que é possível avivar a esperança de uma vida feliz, de uma comunidade ativa e cheia de entusiasmo, de um mundo melhor. A bondade nunca é repetida, é sempre nova, sempre portadora de renovação.
28 de dezembro de 2019

Reencontrar o sentido da vida

O coração da vida não está no exterior, mesmo que se trate de silêncio. Este, o silêncio exterior, é apenas um meio. O que dá sentido à vida é o reencontro com o ‘nosso’ silêncio interior. É como «uma melodia, uma luz». Ele é o próprio Deus que «dá sentido à minha vida». É aí que «todos nos reencontramos»!
24 de dezembro de 2019

Coração aberto ao mistério

O Natal convida a sentir no coração a ditosa esperança, a acolher a força dessa esperança inabalável que nos surpreende com o infinito, «porque está impregnada pelo milagre e é plena de mistério». Ainda que sejam breves os segundos de recolhimento, ao permanecer «de coração aberto ao mistério», seremos habitados pela magnitude da vida divina que de novo nos vem «oferecer a possibilidade de profundo rejuvenescimento».