Reflexões,

Atitude sempre renovada

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O segredo consiste em acolher o ‘regresso’ como ‘novo’, encarar a rotina com elegância. O ‘novo’ não são as datas, os horários, os locais, as celebrações, as atividades, as pessoas. O ‘novo’ há de estar na atitude renovada, cheia de alegria e esperança, com que encaramos a vida.

REGRESSO

Nos primeiros dias de setembro, após umas merecidas férias, mais ou menos longas, as conversas são preenchidas pela palavra ‘regresso’: é o regresso a casa, ao trabalho, à escola, à catequese, às celebrações, aos encontros paroquiais, aos grupos pastorais. Um ou outro ‘regresso’ é descrito como ‘novo’, por exemplo, novo ano escolar, novo ano pastoral.

A primeira constatação sobre o ‘regresso’ é, muito provavelmente, que a rotina volte a impor a sua lógica, tudo continue a decorrer dentro do ‘mesmo’: datas, horários, locais, celebrações, atividades, pessoas.

A vida é sempre um processo em mudança, mas precisa de assentar sobre uma base que lhe dê equilíbrio e eficácia. É claro que haverá novos acontecimentos, previstos ou imprevistos. Uns e outros não podem ser desperdiçados. A rotina, porém, continua a dominar a nossa existência quotidiana.

O segredo consiste em acolher o ‘regresso’ como ‘novo’, encarar a rotina com elegância. O ‘novo’ não são as datas, os horários, os locais, as celebrações, as atividades, as pessoas. O ‘novo’ há de estar na atitude renovada, cheia de alegria e esperança, com que encaramos a vida.

Assumir uma atitude sempre renovada, apoiados em palavras do Papa Francisco, é dispormo-nos a uma «entrega generosa» com a convicção de que «a iniciativa pertence a Deus», conscientes de que a missão que nos é confiada, seja laboral ou pastoral, embora «exigente e desafiadora», não é «uma heroica tarefa pessoal». Trata-se de, «primariamente e acima de tudo o que possamos sondar e compreender, obra de Deus», que quer «chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito» (EG 12).

O ‘Laboratório da fé’ disponibiliza sugestões para que este ‘regresso’ possa ser vivido como ‘novo’: no mês de setembro (até 4 de outubro), valorizar o ‘Tempo da Criação’; em outubro, celebrar o ‘Mês Missionário Extraordinário’; em novembro, aprofundar a temática da ‘santidade’; e surgirá, em dezembro, o regresso de um novo ano litúrgico, com a esperança de uma ‘renovação inadiável’.