Viu e acreditou

PRIMEIRO DOMINGO DE PÁSCOA

Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado:
celebremos a festa com o pão ázimo da pureza e da verdade.
Aleluia.
1Coríntios 5, 7-8

 

O acontecimento da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo celebra-se, com solenidade, em toda a cinquentena pascal como se de um único dia se tratasse: cinquenta dias repletos de «Aleluia». É a festa da «pureza e da verdade». É a festa da libertação (do pecado e da morte) e da vida (eterna). Expressa o centro da nossa fé, o acontecimento que motiva o grito de vitória: Aleluia.

«Viu e acreditou»

«No primeiro dia da semana» — assim começa o fragmento evangélico do Primeiro Domingo de Páscoa (Ano C). De então para cá, cada domingo é o primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Jesus Cristo. Celebrar o domingo é assumir o núcleo da fé cristã: a vitória de Jesus Cristo sobre a morte, fonte da qual brota a nossa própria vitória. A eucaristia, no centro do primeiro dia da semana, lembra-nos que somos salvos por Jesus Cristo morto e ressuscitado.

Pedro e o outro discípulo que Jesus amava correm ao sepulcro para confirmar o que lhes tinha sido anunciado por Maria Madalena: «viu e acreditou».

A ação de ver e acreditar, mais do que uma realidade física, remete para a experiência pascal, não só dos primeiros, mas também dos discípulos de todos os tempos. Na verdade, o evangelho segundo João está repleto de referências à ação de acreditar como resposta adequada diante de Jesus Cristo. De notar que a expressão «viu e acreditou» não está associada a um nome próprio, mas ao «outro discípulo que Jesus amava», o que permite colocar-nos a todos nesse personagem. Para nós, a fé «aparece como um caminho do olhar em que os olhos se habituam a ver em profundidade» (LF 30).

A ressurreição de Jesus Cristo ultrapassa os limites do espaço e do tempo para iluminar todos os tempos e todos os lugares. Cada um de nós está envolvido neste acontecimento pascal que nos enche de gozo e de alegria. Cada uma das nossa histórias pessoais e comunitárias está atravessada pelo mistério da morte e ressurreição do Senhor. Por isso se aplica também a nós o mesmo processo vivido pelo discípulo que Jesus amava: «viu e acreditou».

Alargar

A Páscoa não é uma mera referência ao passado, um aniversário, mas um facto presente, hoje e aqui, que impulsiona em direção ao futuro, à perspetiva eterna. Orientado por «um caminho de Páscoa», o discípulo de Jesus Cristo é desafiado a «alargar os horizontes da missão» (cf. Programa Pastoral). E torna-se verdadeiramente discípulo missionário em todas as circunstâncias quando faz gerar frutos de alegria junto dos irmãos, por exemplo o fruto da consolação nos momentos de dor e sofrimento (cf. GE 75-76): «descobre que a vida tem sentido socorrendo o outro na sua aflição, compreendendo a angústia alheia, aliviando os outros». Assim se manifesta a força do amor pascal!

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