CREDO

ESTA É A NOSSA FÉ

O «Credo» é designado símbolo da fé. Esta denominação está perfeitamente conforme com a origem etimológica da palavra, porque o símbolo, originalmente, era um objeto partido em dois, permitindo o reconhecimento entre as duas partes de um pacto, de um contrato. Cada parceiro conservava consigo uma metade desse objeto, e quando se juntavam as duas partes, podiam reconhecer-se ligados pelo pacto que anteriormente tinham assinado. O símbolo tem o valor do reconhecimento. Da mesma forma, o «Credo» é um símbolo porque, ao recitarmos este texto, reconhecemo-nos cristãos e parceiros de todas as gerações cristãs que nos precederam. É a expressão de uma fé comum, a fé da Igreja. Existem três fórmulas «oficiais» do «Credo».

«Nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo» [Bento XVI, «A Porta da Fé», 9]. «O Ano da Fé possa levar todos os cristãos a aprender de memória o Credo, a recitá-lo todos os dias como oração, de tal forma que a respiração seja acompanhada pela fé» [Subsídio pastoral para o Ano da Fé»].

Símbolo niceno-constantinopolitano

Creio em um só Deus, 

Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, 
de todas as coisas visíveis e invisíveis. 
 
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, 
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos: 
Deus de Deus, Luz da Luz, 
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; 
gerado, não criado, consubstancial ao Pai. 
Por Ele todas as coisas foram feitas. 
E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. 
[faz-se uma inclinação desde «E encarnou» até «e Se fez homem»] 
E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, 
e Se fez homem. 
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; 
padeceu e foi sepultado. 
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; 
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. 
De novo há de vir em sua glória, 
para julgar os vivos e os mortos; 
e o seu reino não terá fim. 
 
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, 
e procede do Pai e do Filho; 
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: 
Ele que falou pelos Profetas. 
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. 
Professo um só batismo para remissão dos pecados. 
E espero a ressurreição dos mortos, 
e a vida do mundo que há de vir. 
Ámen. 

Símbolo dos Apóstolos

 

Creio em Deus, 
Pai todo-poderoso, 
Criador do céu e da terra; 
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, 
[faz-se uma inclinação desde «que foi concebido» até «Virgem Maria»] 
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; 
nasceu da Virgem Maria; 
padeceu sob Pôncio Pilatos, 
foi crucificado, morto e sepultado; 
desceu à mansão dos mortos; 
ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus; 
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, 
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. 
 
Creio no Espírito Santo; 
na santa Igreja Católica; 
na comunhão dos Santos; 
na remissão dos pecados; 
na ressurreição da carne; 
na vida eterna. 
Ámen. 

 Credo batismal  

A fórmula mais antiga é a profissão de fé nascida da liturgia batismal, que se faz sob a forma de pergunta/resposta, permitindo ao futuro batizado proclamar a fé em Deus Pai, Filho, Espírito Santo. Esta fórmula estava ligada à tripla imersão do candidato; é a mais simples e a mais solene. Utiliza-se sempre nos batismos e nós vivemo-la aquando da Vigília Pascal.

Credes em Deus, Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra? 

Sim, creio. 
 
Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, 
que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, 
ressuscitou dos mortos e está sentado à direita do Pai? 
Sim, creio. 
 
Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica, 
na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, 
na ressurreição da carne e na vida eterna? 
Sim, creio. 

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